"Escolha alguém que não desista de você".


Postado em 09/11/2017   -   Categoria: PSICOTANDO

Olá! Hoje trago um texto que retrata o que venho presenciando frequentemente no consultório: escolhas ruins nos relacionamentos. São pessoas que têm muitas pessoas à sua volta e, ao mesmo tempo, são solitárias. Pessoas que, ao menor sinal de desestrutura, se percebem sozinhas, pois o(a) parceiro(a) simplesmente não conseguiu dar conta de permanecer no barco durante a tempestade. Infelizmente não encontrei o nome do autor, mas fica a reflexão:

”Escolha alguém que não desista de você".

Nos encontros e desencontros da vida, o que mais precisamos é a certeza de que ali ao lado existe uma pessoa capaz de te reorientar. Uma bússola, um norte, um abrigo, um sossego para chamar de seu. Alguém que independente de tudo te defende, coloca no colo e prova que não é preciso passar pelas dificuldades sozinha. Uma metade confiante e permanente que não desiste de você.

Escolha aquele que ainda que a TPM seja sórdida e recorrente daquelas crises repentinas, prefira estar ao teu lado. Alguém que simplesmente fica, mesmo que aquela fase difícil na faculdade esteja postergando mais do que o esperado cada segundo dos tão esperados momentos a sós. Pois, é preciso estabilidade, mais do que zelo e cuidado, para se conseguir desatar um nó.

Escolha aquele que não bata a porta ao menor sinal de desordem ou incompatibilidade. Alguém que firma presença nas dúvidas, nos desconfortos, nos abalos sísmicos emocionais e levanta a bandeira do "ei, eu estou aqui para o que der e vier!", porque é disto que o amor é feito. De gente que fica apesar de um monte de motivos para ir embora. Todo mundo tem seu dia de fúria, de irritabilidade, de solidão, de questionamento, de não saber que caminho percorrer. Dependendo da etapa da vida, são fases de desmoronamento que podem durar semanas ou até meses.

Então, não desista de quem não desistiu de você. É disso que o universo das parcerias tanto precisa: de gente que fica quando o resto do mundo vai embora. Seja a exceção onde a regra vem sendo ingrata. Seja uma doce e singela permanência numa sociedade em que sair pela porta é mais fácil do que respirar fundo, fechar as janelas e esperar o furacão passar. Pois ele passa, e o que fica é o amor, a cumplicidade, a intimidade de quem conhece a gente por inteiro, nossas instabilidades e inconstâncias, e não apenas a nossa melhor versão mascarada e moldada de blush. Porque parecer perfeito é fácil, difícil é esbarrar em alguém capaz de manter a força do abraço mesmo depois que a primeira chuva enxugar todos os disfarces.”