Anemia Ferropriva


Postado em 18/07/2017   -   Categoria: Dica da Nutricionista

Anemia ferropriva, ferropênica ou sideropênica é um tipo de anemia responde por cerca de 90% dos casos de anemia diagnosticados e é causada pela deficiência de ferro. O ferro é um nutriente essencial ao organismo, sendo responsável pelo transporte de oxigênio para os tecidos. Neste tipo de anemia a ingestão de ferro está menor que o mínimo necessário para as atividades do organismo que precisam de ferro. A forma de estoque é a ferritina ou hemossiderina.

A anemia pode instalar-se por carência nutricional, parasitoses intestinais, durante a gravidez, o parto ou a amamentação. Pode também ocorrer por perdas expressivas de sangue, em virtude de hemorragias agudas ou crônicas por via gastrintestinal ou como consequência de menstruações abundantes.

Constituem grupo de risco para a anemia ferropriva as mulheres em idade fértil, idosos, crianças e adolescentes em fase de crescimento, em tratamento quimioterápico e indivíduos que passaram por cirurgia de redução de estômago. No entanto, qualquer pessoa pode desenvolvê-la, se não receber a quantidade adequada de ferro na dieta ou apresentar dificuldade de absorção.

Os sinais e sintomas da anemia ferropriva são: fadiga extrema, fraqueza, falta de ar, dor no peito, infecções frequentes, dor de cabeça, tonturas ou vertigens, mãos e pés frios, palidez, inflamação ou dor na língua, batimento cardíaco acelerado, falta de apetite e crescimento comprometido (em crianças).

O diagnóstico é realizado através do levantamento da história, avaliação clínica e dos hábitos alimentares, além da realização de exames laboratoriais (hemograma, sangue oculto nas fezes, por exemplo) e da imagem (ultrassom, endoscopia) para investigar a origem de possíveis perdas de sangue são passos importantes para estabelecer o diagnóstico.

Quando for constatado a anemia ferropriva o aumento do consumo de ferro diariamente é extremamente importante, como:  aumentar o consumo de carnes em geral principalmente carne vermelha e fígado, consumir diariamente feijão, ervilha, lentilha, grão de bico, soja, beterraba, vegetais verde-escuros (couve, brócolis, almeirão), cereais integrais, ervilha, lentilha e grão de bico. Sempre associar o consumo de alimentos ricos em vitamina C, para potencializar a absorção do ferro, como: laranja, limão, acerola, mexerica, caju, abacaxi, melão e lima. Evitar o consumo de alimentos fontes de cálcio (leite, iogurte, queijo, pudim, arroz doce) porque interfere na absorção de ferro.

Lembrando que o consumo de sulfato ferroso só pode ocorrer através de prescrição médica.