O poder da escolha


Postado em 03/08/2017   -   Categoria: PSICOTANDO

“Deixa a vida me levar, vida leva eu...”

Será?

Na vida, quase o tempo todo passamos por momentos em que nos deparamos com a necessidade de tomar deciões sobre questões simples ou importantes, que podem levar a desfechos diversos. E muitas vezes a tarefa de decidir parece árdua.

Os tantos dilemas que surgem ao longo da vida têm temas variados, tais como a escolha da profissão, de ser casar, ter filhos, como criar os filhos, se divorciar, casar novamente, viajar, comprar um carro, trabalhar, desistir de um projeto, iniciar um projeto, sair ou voltar para a casa dos pais, entre tantos outros. Geralmente, as decisões mais difíceis se relacionam à sua importância e aos prováveis impactos destas na vida da pessoa, gerando dúvidas, incertezas e, às vezes, medo.

Então, como é possível decidir sobre questões tão essenciais, sendo que 'escolher', inevitavelmente, significa desistir de alguma coisa em função de outra? E depois de tomada a decisão: Será que fiz a melhor escolha? E se não tiver feito? A verdade é que não há como ter certeza sobre qual é a melhor escolha. Não existe garantia de que nossas escolhas serão bem sucedidas ou fracassadas no futuro. E é essa incerteza que pode gerar angústia e ansiedade.

É muito comum, quando algo não dá certo, tentarmos nos eximir da culpa, acreditando que não tivemos escolha ou culpando outras pessoas pelos nossos fracassos. Assim como, em momentos de decisões muito difíceis, deixarmos terceiros decidirem por nós ou fazermos escolhas mais harmonizadoras, ou cômodas, ou deixá-las aos cuidados do acaso. Neste caso, o resultado pode ser uma grande frustração, sendo divergente às expectativas. E não adianta fugir de si mesmo, este resultado também foi responsabilidade sua. A ideia de que se formos alheios às decisões não sofreremos com as consequências, permite a falsa sensação de diminuição da ansiedade, o que é apenas uma ilusão. Dependendo do resultado a longo prazo, a ansiedade poderá ser ainda maior. A vida é o resultado direto das nossas escolhas e o fato de não querer se comprometer também é uma delas, muitas vezes gerando um grande conflito pessoal.

A vida de qualquer ser humano é repleta de riscos. Porém, quanto mais nos conhecemos e aprendemos com os nossos erros e acertos, mais buscamos fazer escolhas mais saudáveis, responsáveis e que geram mais felicidade. A auto-responsabilização possibilita trilharmos caminhos de formas mais honestas e satisfatórias. E, ainda que existam situações que fujam à nossa escolha, é possível decidirmos como enfrentá-las. Em outras palavras, depende do que fazemos com aquilo que nos acontece, com sabedoria ou vitimização.

Diante disso, com sucessos e fracassos, acertos e erros, comprometa-se com sua vida. Você consegue construir sua história sem precisar deixar que os outros sempre decidam por você. Tomar as rédeas da própria vida, e não deixá-la simplesmente te levar,  é uma atitude de autoconfiança e autoconhecimento, que poderá levar a ações que geram grandes realizações pessoais. Responsabilizando-se pela realização de seus sonhos, por aquilo que você merece, você se torna mais capaz de decidir e agir rumo a estas realizações.

Psicóloga Ane Santa Cecília